domingo, junho 12, 2011

De repente...

Como se fosse Amélie Poulain abrindo aquela latinha que achou num buraco, naquele compartimento secreto que mais parecia a casinha do ratinho Jerry. Ela fascinada pela descoberta e eu pelas lembranças de coisas que essa geração já não faz mais e portanto não sabe a alegria, emoções e expectativas que as cartas causavam.
Aqueles lugares em casa, onde a gente guarda algumas coisas que esquece por anos, por não ter utilidade, mas que não se desfaz, porque julga ser um tesouro estimado.
Procurando alguma coisa, achei de ir lá, possivelmente encontraria, mas mexe dali, mexe de cá, vejo a caixa e abro a tampa, encontro muitos envelopes, cartãs, cartões, bilhetinhos, postais, essas coisas que hoje não se faz mais, (não sei se ainda por poucas pessoas) e que outrora nos fazia super felizes. Olha, até o carteiro
eu conhecia e sabia a hora que ele passava diarimante e toda tarde eu abria  a caixa de correspondência, tinha muitos amigos, adorava escrever cartas, colecionava postais, enviava e recebia cartões de níver, natal ou sem nenhuma data especial, sempre valorizei cada um deles e a pessoa que me mandava.
Quando essa prática acabou, com o advento da internet, eu preferi guardar tudo e hoje ao pegar essa caixa viajo relembrando como era tudo isso.
Ficou obsoleto, mas as lembrança ficaram pra sempre. Essas coisas antes da internet que faziam a gente viver momentos maravilhosos.
Quando estudo com meus pupilos esse gênero textual, eles param pra ouvir minhas experiências e morrem de curiosidade. De quê? De saber de quem eram as cartas, bilhetinhos, cartões... : )

Queria escrever mais, mas detesto post longos.

19 comentários:

Pedrita disse...

eu tb não amo posts longos. beijos, pedrita

Dama de Cinzas disse...

Eu não tenho essas latinha, nem caixinhas com cartões, cartas. Acho que sou uma espécie de pessoa que entrou naqueles programas de proteção de testemunha e teve que largar parte da vida pra trás...rs. Talvez isso não faça o menor sentido pra você, mas tem todo o sentido... rs

Quanto a posts longos, só não gosto dos mal escritos, ou então dos muito arrastados, tem gente que escreve bem, mas a leitura não prende muito... é estranho.

Já tem posts longos que nem sinto.

Tenho dificuldade de fazer posts curtos, por mim escrevia sempre um livro...rs. Então tenho que me policiar, mesmo assim meus textos não ficam curtos. Isso é chato porque na net sabemos que cada vez mais as pessoas não leem nada extenso...

Beijocas

Margot Félix disse...

Ah, como é bom ter uma latinha bem guardinha com coisinhas que para nós é difícil de largar. Sinto falta do tempo em que as pessoas escreviam cartinhas, e colavam selo no envelope. =)

Gostei daqui!

Saudações

Margot Félix

Lulu on the Sky® disse...

Ah Ruby, antigamente tinha mais gosto o hábito de escrever cartas e bilhetes. Sempre gostei. O contato de uma letra escrita a mão é melhor do que um email.
Big Beijos

Lucimere disse...

Existem posts longos e posts longos, vc precisa saber diferenciá-los. rs
Posso imaginar a curiosidade dos seus alunos.
bjosss

Pretérito (im)perfeito disse...

acho que todas nós temos um pouquinho da Amélie né??! Eu tenho uma caixa da lembrança. lá eu guardo todas minhas cartas e outras coisas importantes pra mim. Acho que vou fazer um post sobre isso. posso?

Ruby disse...

À Vontade, pode sim.

Luna Sanchez disse...

Minha irmã (que hoje tem 33 anos), trocou correspondência por 5 anos com um rapaz que conheceu na coluna de uma revista. Eram cartas semanais e ela adorava aquilo!

Legal, né?

Beijo.

Luna Sanchez disse...

Esqueci de contar que isso durou dos 13 aos 18 anos dela.

Long Haired Lady disse...

tantas cartinhas ainda tenho!

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Ruby
Obrigado pela visita. Adorei.
Tenha uma linda terça.
Bjux

C. disse...

Eu sinto a mesma emocao com os e-mails, e com a vantagem que a resposta chega no mesmo tempo. Acho perdi já essa parte de guardar as coisas, depois de ter aprendido o 5S. Imagino que teus alunos pensem que você é da era dinossauro hehehe

C. disse...

Também nao suporto post longo, por mais interessante que seja o assunto, por ser longo já perde a graca.

H A R R Y G O A Z disse...

Have a SUPER week !

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Belo texto.

O Falcão Maltês

Mary disse...

sumida pouco mais de um mês, mas cá estou de volta.. viajei no teu post amiga, eu não tinha uma lata, mas duas caixas, enfeitadas onde guardava todas minhas cartas, foram muitas, e algumas depois da internet tb, sinto a maior saudades daqueles tempos, assim como vc sabia bem do roteiro do carteiro e ele já me conhecia pq sempre ficava de olho no que estava chegando.. hehehe.. bjos mil e ótimo findi..
P.S.: assim como vc tb gosto de posts mais curtos..

Miguel disse...

Pois é Ruby, bons tempos aqueles os quais aguardávamos ansiosamente a passagem do carteiro para alguma eventual surpresa.

No interior onde morávamos, também sabíamos o horário do carteiro, e o povo, principalmente as mulheres, colocavam-se sobre portões e muros com a desculpa de alguma conversa descompromissada, mas que na realidade era a espera pelo carteiro, muito legal.

Hj com os email's recebemos quase que diariamente notícias de amigos e parentes, neste aspecto a mudança foi expressivamente melhor.

Bj querida, até outras...

Dayane Pereira disse...

Tenho diversas cartas e cartões guardadinhos. Não me desfaço, é um tesouro, ainda mais nos tempo de hoje, onde se tornou obsoleto.
Ainda escrevo cartas pro meu namorado, só não mando via correio, mas adoooro escrever, adoro papel e caneta na mão.

Denise disse...

Nossa, como escrevi cartas. Adorava! Eram cartas de várias partes do Brasil e do mundo chegando aqui.. Escrevia cartas até para amigas de colégio, veja só! Hoje me pergunto daonde tirávamos tanto assunto! hehehehe...
Bons tempos aqueles.. Muita coisa eu me desfiz quando me mudei, afinal, não teria espaço disponível, mas guardei as mais importantes. É uma delícia relembrar tudo isso..
Bjs