quarta-feira, janeiro 03, 2007

A DOR MAIOR DO MUNDO

Não há como explicar, definir, só sentir a dor que dilacera, que rasga tudo por dentro. A dor do adeus para sempre. Enquanto o mundo festejava a chegada de un novo ano, eu agonizava com a senhora, eu agonizava de dor e desespero e a senhora agonizava numa UTI, distante, sem poder me falar, sem me ter por perto. Eu olhava as horas não para o ano novo raiar, mas para esperar uma boa notícia, mas não fui agraciada.
Primeiro dia do ano de 2007, por volta da uma hora da tarde, a senhora me deixou, mãe. Me deixou, sem sequer me falar, me abraçar, isolada num leito de UTI. Deixou um resto de mim, afogada em lágrimas, sem saber o que se passava direito, sem acreditar no que acontecia, sem poder desejar feliz 2007, um ano que sem dúvidas nenhuma já marcou minha vida para sempre.
E agora? Que vou fazer? A senhora me deixou só, vou ter que aprender a viver de novo.
Eu nestes momentos, sou praticamente alguém que não existe, perdida, procurando a senhora por todos os cômodos dessa casa imensa. Sei que sua nova morada é linda, é santa, mas esta aqui ficou vazia demais.
Adeus pra sempre mãe!!!!

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