domingo, maio 08, 2005

MATANDO A ESPERANÇA QUE HAVIA AQUI
Calma! Não perdi as esperanças, não.


Não corra atrás das borboletas, elas virão até você.
(Já leram um texto que começa assim? É de Shakespeare, lindo, por sinal)

Borboletas, não mas um inseto verde e pulador chamado esperança, sim. (Esperança, aquele inseto verde, com quatro patas longas e fininhas).
Estava eu vendo TV, quando de repente o bicho chega pulando por tudo que é lugar, eu me desviei, troquei de lugar.
Como ele parecia deseperado, tal qual alma penada (como se eu já tivesse visto. E nem quero ver) e não achava descanso, resolvi deixá-lo por lá e vim pro quarto, pro PC. E não é que a bichinha veio também.
Pulava pra lá e pra cá, teve uma hora que o a esperança pousou bem no meu rosto, na bochecha, pra ser mais exata. Foi um tremendo susto, mas tirei pra lá e continuei na minha. Parece que a bichinha não enxerga e as anteninhas não estavam captando nenhum sinal de direção. Tudo bem, ignorei e continuei meu serviço na NET. Como eu não sou adepta das crendices que isto, ou aquilo traz sorte, comecei a me irritar. Lembrei que já havia lido algo assim:

Portanto, não matarás o inseto que cruza teu caminho.

Tudo bem, continuei como se ela não estivesse mais ali. Acontece que novamente ela veio na minha direção, teve um momento em que corri circundando o quarto e ela atrás de mim, e eu já irritadíssima, peguei um chinelo e, plaft! Matei a esperança. Ela ficou paradinha bem ao lado da minha cadeira.

Daí veio a continuação:

Não descontarás sua ira em cima das plantas e dos animais.

Não fiz isso, queridos. É que a bichinha não queria me deixar em paz e estava incomodando.

Yannis - the end of august.
(com a consciência tranqüila)

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